Uma verdade indecorosa [parte final]

 

   Duas horas haviam se passado e eu continuava me interessando cada vez mais pelos entraves da vida sofrida daquela pequena grande mulher que estava postada na minha frente fumando um cigarro após o outro.

   Eu sempre queria perguntar mais e mais, saber dos detalhes de cada situação perigosa, dos pormenores dos clientes, dos esquemas e ilegalidades que somente pessoas que participam deste mundo paralelo tinham conhecimento, mas foi chegando num ponto em que ela não queria mais falar...

   Então decidi fazer uma ultima pergunta para encerrar o bate-papo, afinal de contas para elas “tempo é dinheiro”, literalmente falando.

   Questionei-a sobre o futuro... Se ela tinha sonhos, se imaginava uma vida normal longe da prostituição e o que pretendia fazer quando estivesse estabilizada monetariamente por um bom tempo.

   “Eu sempre sonhei em ser professora. Daquelas que recebem cartinhas dos alunos e ajuda quando eles têm problemas em casa. Acho que seria uma boa profissional porque eu acho que uma das coisas que um professor tem que ter é experiência e isso eu tenho de sobra.”

   Me levantei, agradeci enormemente pela gentileza e quando ia saindo, satisfeito com todo o material que havia conseguido para o blog, fui chamado de volta.

   “Duas horas são 100 reais.”

   Saí daquela casa pensando seriamente se havia valido a pena...



Escrito por Caio Corraini às 01h07
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Tráfico de Humanos: outro caminho para a exploração sexual

 

    

   O destaque para o tráfico de humanos nesse post se dá devido às suas vítimas: mulheres que sofrem com a exploração sexual.

 

   As mulheres acreditam que fora de seus países de origem terão trabalho ou então são iludidas que viverão em um conto de fadas. Ao chegarem lá são aprisionadas, não têm direito nem aos seus passaportes e são literalmente escravizadas.

 

     Felizmente várias ações contra esse crime estão acontecendo. Foi realizado em Brasília, com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas), o Seminário "Desafios para o enfrentamento ao tráfico de pessoas no Brasil". O encontro abrangeu membros da sociedade civil, do governo e de organismos internacionais para discutir ações para conter o problema. O Brasil já tem o Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (PNETP), que tem como objetivos oferecer atenção às vítimas, prevenção e responsabilização do crime.

 

     Além disso, países como a Grã Bretanha estão bem engajados em ações contra o tráfico de pessoas. Em Londres está sendo realizada uma exposição itinerante que trata do tema e tem como objetivo abrir os “olhos dos britânicos para o problema”. A exposição demonstra, entre outros aspectos, o sofrimento das prostitutas daquele país por meio de imagens e depoimentos de algumas delas. No país cerca de 75% das prostitutas são estrangeiras.

 

Fontes: Emma Thompson contra o tráfico e exploração sexual de seres humanos

 

 Grã Bretanha lança operação contra tráfico sexual

 

 ONU e parceiros discutem o tráfico de pessoas no Brasil

 

 Mulheres são a maioria das vítimas do tráfico de pessoas, diz ONU

 

 Brasil lança plano contra tráfico humano

 



Escrito por Suellen Mota da Silva às 13h51
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Verdadeiros artistas

 

  

   Hoje é comum nos faróis, nos metrôs e até mesmo nas ruas encontrarmos crianças pedindo dinheiro, lavando pára-brisas, vendendo balas, doces e até fazendo números de circo. Para sobreviverem, estas crianças, que deveriam estar na escola, fazem de tudo.

 

   A matéria “Fazer malabarismos no sinal também é trabalho infantil”, publicada no site pernambucano http://www.pernambuco.com, mostra-nos as controvérsias desta realidade. Enquanto alguns se encantam com os malabarismos, outros vêem o retrato de nossa sociedade nessas crianças. Segundo a coordenadora de Projetos de circo da Prefeitura de Recife Idel Guedes, as crianças aprendem esses números com artistas estrangeiros.

 

   Este projeto da Prefeitura da capital pernambucana promove oficinas nas periferias da cidade. Um dos membros oficineiros, o palhaço Pinóquio, reflete sobre a situação dessas crianças: “No Festival Nacional do Circo, alguns meninos ficavam olhando os malabaristas treinarem antes dos espetáculos. Eles aprendem muito rápido. É uma pena que estejam desperdiçando seus talentos e sua infância nas ruas. O poder público deveria olhar para estas crianças, tirá-las da rua e dar a educação adequada”.

 

 

Fonte: Imagem

 

 

 



Escrito por José Roberto da Silva às 18h16
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O etanol e a escravidão

 

      

  

O jornal Estadão publicou no dia 30 de setembro uma matéria sobre o etanol. A matéria contém partes de um discurso feito pelo presidente Lula, onde ele toca no assunto do trabalho escravo. Segue abaixo parte da matéria:

 

“A mecanização é a saída para o trabalho escravo nos canaviais?
Se olharmos as condições de trabalho de hoje e aquelas da década de 60, muita coisa melhorou. Naquela época, o corte de cana era totalmente manual. À medida que cresceu a participação do álcool na matriz de combustível e sua rentabilidade aumentou, começaram a mecanizar. Haverá desemprego? A mão-de-obra se desloca para outros setores. Com o crescimento econômico dado pela mecanização, começa a crescer ali uma indústria imobiliária, uma indústria hoteleira. Só não podemos defender a mão-de-obra escrava, mesmo porque a Europa só comprará etanol daqui a uns anos se o produto tiver um selo confirmando que não houve exploração de trabalhadores.”

 

   Pelo menos a boa noticia sobre o Brasil querer produzir etanol é que as chances do trabalho escravo nas regiões de cultivo de cana desaparecer são grandes. Infelizmente isso não significa que os trabalhadores vão ter um salário decente, o que fará com que continuem sendo escravos, mas “escravos registrados”.

 

Fonte: O Estado de São Paulo



Escrito por Bruno Iacona de Bello às 21h24
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Trabalho infantil diminui em 2006

 

  

   O índice de trabalho infantil caiu entre os anos de 2005 e 2006, porém mais de 5 milhões de crianças e adolescentes ainda trabalhavam no Brasil nesse ano. Em porcentagem, isso representa 5,7% do total da população brasileira ocupada com 5 ou mais anos de idade. O percentual de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de idade que trabalhavam era 12,2% em 2005 e em 2006 o número caiu para 11,5%.

 

   Ainda em 2006, 41,4% das crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade estavam em atividades agrícolas; 64,4% eram do sexo masculino; 59,1% eram negros ou pardos; 94,5% eram alfabetizados e 19% não freqüentavam escola.

 

   O Nordeste foi a região que mais reduziu o índice de trabalho infantil, porém ainda é o lugar com o maior percentual: 14,4%. Em seguida vem a região Sul com 13,6% de trabalho infantil.

 

   O governo fiscaliza o trabalho infantil através do plano da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil. Segundo Leonardo Soares, diretor da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, quando irregularidades são encontradas as crianças e adolescentes são encaminhados para o Ministério da Educação e as famílias para programas de transferência de renda.

 

   Apesar do índice de trabalho infantil ter diminuído, o número de crianças e adolescentes que trabalham é alto e é preciso um grande esforço para resolver esse problema.


 

Fontes:Estudo revela que trabalho infantil recuou em 2006

          

          Trabalho infantil diminui; unidade familiar responde pela maioria dos casos

 



Escrito por Jessica Consulim Roccella às 19h10
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A história que insiste em se repetir

 

  

   Em outubro e dezembro de 2006 e em fevereiro de 2007 fiscais da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) do Pará fizeram blitzes na Paragrisa. Disseram não ter encontrado trabalho escravo no local, mas em julho desse ano uma equipe móvel de fiscais liberou 1.064 trabalhadores por estarem nessa situação.

 

   Os ficais do DRT disseram que encontraram na empresa “apenas” os problemas de falta de água potável, falta de refeições em condições higiênicas e ausência de banheiros e de equipamentos de segurança, além de um espaço inferior a um metro entre as redes no dormitório. A única situação, citada pelo grupo móvel que liberou os trabalhadores e que não tinha sido vista ainda, era a falta do cumprimento dos horários de descanso. Eu acredito que mesmo sem esse último detalhe, os trabalhadores já se encontravam em situação de escravidão.

 

   É difícil dizer com certeza quais foram as razões que levaram o DRT a não liberar os trabalhadores na primeira blitz. Se foi suborno, despreparo ou por realmente acreditarem que os trabalhadores, naquela situação, não eram escravos. O que se pode concluir é que estamos longe de poder acreditar que a escravidão é uma página virada de nossa história. Ainda tem muita gente que a explora para conseguir um maior lucro. Devemos estar sempre conscientizados que a luta ainda não terminou, nos informar e agir da melhor maneira possível para limitar a escravidão aos tempos vergonhosos da colônia.

 

 

                              

 

 

Fonte: jornal Folha de São Paulo, 3 de setembro de 2007, caderno Brasil A 11



Escrito por Fernando Vidotto Carvalho às 18h28
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   Passaporte para a liberdade

 

 

   Ao falar em prostituição, outro assunto possível relacionado a esse tema é o tráfico de pessoas para fins de exploração sexual comercial. 

 

   Um estudo realizado no Brasil em 2002, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), “identificou 241 rotas nacionais e internacionais de tráfico”. As vítimas seriam, na sua maioria, do sexo feminino, entre 15 e 25 anos, e de cor negra (preta e parda). Muitas mulheres brasileiras que procuram emprego no exterior acabam vítimas dessa rede de tráfico e não procuram ajuda devido sua situação ilegal no país ou vergonha de ter o sexo como única atividade geradora de renda. Além disso, a maioria que se encontra nessa situação não tem conhecimento de seus direitos.

 

   Com o intuito de auxiliar a saída dessas mulheres do tráfico internacional, a OIT lançou em Milão, na Itália, a cartilha "Passaporte para a liberdade". A publicação traz dicas, mensagens e informações práticas que abordam, por exemplo, a tentativa de legalização das vítimas nos países em que vivem ou um possível retorno ao Brasil.

 

   “Passaporte para a liberdade” pode significar um incentivo para que as próprias vítimas denunciem os participantes e responsáveis pelo tráfico facilitando o trabalho de combate a ele, já que se trata de uma área de difícil fiscalização. É claro que as denúncias só ocorrerão se houver medidas concretas e sérias que trabalhem pelo acolhimento e reintegração sócio-econômica das vítimas.

 

   Talvez seja este o ponto fundamental e que requer o consenso entre governos e autoridades. Ao possibilitar condições de sobrevivência àqueles que encontram na prostituição o único meio de vida; e assistência  àqueles que se vêem envolvidos no tráfico para exploração sexual na condição de vítimas; são grandes as chances de solucionar toda essa questão.

 

  

 
 

Fontes: OIT lança cartilha para prostitutas brasileiras

 

           OIT e MRE promovem discussão sobre tráfico de pessoas

 

           Vídeo: Tráfico de mulheres – Espanha

 

           Imagem

 


Escrito por Camilla de Carvalho Valadão às 13h23
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A triste realidade da exploração infantil [parte 2]

 

   Em continuação à entrevista que foi postada no dia 21/09, seguem mais perguntas feitas a Maria dos Anjos Santos Ribeiro e uma análise sobre o tema em questão.

Quais eram suas tarefas nas casas onde você trabalhou?

M: Eu era babá de uma criança de um ano, lavava a roupa no rio e fazia coisas que em geral se faz em uma casa, como comida e faxina.

Você recebia algo mais além do salário, como por exemplo estudo ou cesta básica?

M: Não, simplesmente me pagavam por mês em dinheiro. Hoje em dia eu sinto a falta que o estudo me fez, se eu pudesse escolher com certeza  escolheria estudar ao invés de trabalhar.

   Esse caso é apenas mais um entre tantos que acontecem pelo mundo inteiro. Focando o caso do Brasil, pode-se dizer que esse tipo de trabalho doméstico ocorre majoritariamente nos estados nordestinos e em áreas com maior carência de recursos. O acesso a informações nesses lugares sobre direitos e deveres é praticamente nulo e a necessidade fala mais alto do que qualquer lei.

   Em uma análise mais ampla, pode-se dizer que o atual sistema econômico no qual vivemos proporciona situações para que esse tipo de desigualdade aconteça. É certo que o individualismo e a necessidade de acumulação de capitais nos deixa cegos e indiferentes a essas situações sociais.



Escrito por Gustavo às 12h23
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Uma verdade indecorosa [parte 3]

 

   Dando continuidade a minha entrevista com Caroline, lhe perguntei sobre sua espiritualidade, se seguia algum tipo de religião ou algo do gênero.

   “Eu sou católica de criação, porque meus pais eram e me levavam nas igrejinhas e procissões que aconteciam quando eu era pequena, mas depois de tantas coisas que aconteceram na minha vida eu desisti de Deus por um tempo.”

   Em meados do ano passado houve uma confusão em que Caroline estava envolvida e que eu mesmo, antes de conhecê-la, presenciei.

   Ao lado da casa onde as garotas estão vivendo, existe há pouco tempo uma igreja evangélica chamada Chamas de Jesus e numa quarta-feira de culto, eis que todas as meninas decidiram assistir ao sermão do pastor...

   “Eu convenci a Paula e ela tratou de trazer junto o resto das garotas. Eu achava que ia fazer bem pra gente ter alguma palavra religiosa, né? Mas aí deu no que deu...”

   Enervados, o pastor e todas as pessoas da igreja, expulsaram as prostitutas gritando que elas eram a tentação do demônio entre outras coisas.

   “Eu me senti um lixo. Puta não pode rezar, puta não pode acreditar em Deus. Praquele tipo de gente, nem filhas de Deus a gente é.”

   Hoje ela e todas as outras rezam um Pai-nosso assim que acordam, pedindo proteção para o dia que esta por vir. E só.



Escrito por Caio Corraini às 22h18
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Ação contra trabalho infantil

 

 

   Para continuar o assunto do meu post da semana passada vou retratar agora algumas ações de proteção à criança e ao adolescente.

 

   Todos nós já vimos e ouvimos várias pessoas, entre elas crianças, nos trens da CPTM -  Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – vendendo balas e doces. Transformam o vagão em um verdadeiro mercado ambulante. Isso quando as crianças não estão pedindo esmola, engraxando sapato ou contando suas dificuldades para os passageiros.

 

   Agora o que muitos poucos sabem ou já ouviram falar é que a CPTM tem realizado ações para combater esse tipo de comércio, principalmente o que envolve as crianças e os adolescentes.

 

   A CPTM com o apoio do Ministério Público, ONG’s e Sociedade Civil colocou em prática o projeto no qual é realizada uma campanha contra o trabalho infantil por meio de cartazes e avisos sonoros. Além disso, com a ajuda dos Conselhos Tutelares, as crianças são removidas dos seus “postos de trabalho”.

 

   O ponto crucial na ação na CPTM não é fazer propaganda da empresa, mas perceber  que é possível erradicar o trabalho infantil. Basta ter um pouco de entrosamento entre uma empresa, uma ONG, o Estado e projetos engajados nos direitos das crianças e dos adolescentes prosperam. É assim que surgem os primeiros passos para a erradicação do trabalho infantil.

 

Fonte: CPTM mostra ações contra trabalho infantil em fórum no Alto do Tietê.  

 

 



Escrito por Suellen Mota da Silva às 23h46
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Vai graxa aí tio?

 

 

   Aeroporto Internacional de São Paulo (Congonhas), tarde de sexta-feira do dia 28 de setembro de 2007, duas crianças passam pelo saguão com suas caixas de engraxate. A cena chamou minha atenção, não pelas duas crianças, mas por todos ao redor. Executivos, socialite, artista e etc, uma grande diferença social.

 

   F.A e R.S, ambos 12 anos, trabalham desde os 8 anos. Além de engraxar sapatos vendem balas nos faróis e pedem dinheiro.

 

   Os meninos cobram R$ 3,00 pelo serviço, chegam a atender até 10 clientes nos melhores dias. “Os seguranças quando vêem a gente, correm atrás e colocam a gente pra fora”, disse F.A e acrescentou, “queria ser mais velho, assim poderia trabalhar como qualquer outra pessoa”.

 

   As mães de F.A e R.S trabalham no Carrefour de auxiliares de limpeza. Eles moram na favela da Rocinha na cidade de São Paulo, e as atividades no aeroporto são formas de aumentar a renda familiar.

 

   Não é novidade para ninguém que crianças como elas trabalham, o que intriga é que elas trabalhando no aeroporto, lugar onde passam tantas pessoas influentes, ninguém fazer nada. É muito mais fácil ignora-las e coloca-las para fora.

 

   Eles estão cursando a 5ª série do ensino fundamental, mas até quando?

 

 

Fonte: Imagem



Escrito por Roberto às 18h59
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Leis e o trabalho escravo

 

  

    Você sabia que o trabalhador desempregado que for encontrado em situações de trabalho forçado e escravo, em decorrência da ação de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, será resgatado e terá direito de receber três parcelas de seguro-desemprego no valor de um salário mínimo cada? Pois é. Essa lei está no art. 2º A Lei nº 7.998 de 1990.

 

   O primeiro parágrafo dessa lei diz que o trabalhador forçado ou escravo será encaminhado para qualificação profissional e colocado no mercado de trabalho.

 

   No final de julho, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Trabalho Escravo entrou em ação em uma fazenda do Pará. Tinham carteira assinada 1.064 empregados, porém trabalhavam em condições precárias. Nesse caso aparece a ação em defesa dos trabalhadores forçados.

 

   Há várias leis que defendem os empregados forçados e escravos. Mas tem dois problemas, esses trabalhadores não sabem dos direitos que têm e é muito difícil o acesso deles as leis. Às vezes parece que os governantes não fazem muita questão de que os trabalhadores se lembrem dessas leis.

 

   Se informe! Entre no site dos ministérios e veja o que está acontecendo no Brasil!

 

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

 

 

                                   

 

 

  



Escrito por Jessica Consulim Roccella às 20h21
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Agnaldo Timóteo defende o turismo sexual

 

  

   O vereador Agnaldo Timóteo, no começo deste ano, defendeu o turismo sexual. Ele fez uma crítica à sociedade, que deveria mudar sua maneira de pensar. Para Timóteo, há “demagogia e frescura”.

 

   Timóteo diz que o governo deveria oferecer trabalho para as adolescentes. Em momento algum ele defendeu a exploração sexual sofrida por crianças. Apenas defendeu a prostituição de adolescentes, cientes do que fazem. E que fazem por falta de opção. “Hoje as meninas de 16 anos botam silicone, ficam popozudas, põem uma saia curta e provocam. Aí vem o cara, se encanta, vai ao motel, transa e vai preso? Ninguém foi lá à força. A moça tem consciência do que faz”, disse.

 

   Timóteo ainda alega que a sociedade deveria ser menos preconceituosa. “Meninos de 16 anos votam, transam, constituem família. E meninas não deixam de fazer sexo. Sexo é bom”.

 

   Essa notícia publicada pelo jornal “O Estado de São Paulo” é um bom exemplo das complicações das leis de trabalho infantil e prostituição. Muitas adolescentes por não encontrarem outra maneira de ganhar dinheiro – por não terem a idade necessária para começar a trabalhar – acabam vendendo seus corpos nas ruas, já que essa prática se tornou tão comum hoje em dia.

 

 

Fonte: Na Câmara, Agnaldo Timóteo defende turismo sexual

 

 



Escrito por Bruno Iacona de Bello às 18h44
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O empresário da prostituição

 

  

   O empresário Oscar Maroni Filho está preso preventivamente desde o dia 14 de agosto por favorecimento e exploração da prostituição. Ele é o dono da famosa casa noturna Bahamas, cujo alvará de funcionamento já foi caçado. Isso ocorreu após Maroni aparecer em um programa de TV onde afirmava que sua casa noturna promovia a prostituição. “Sim, é prostituição de luxo sim, não vamos ser hipócritas”, contou.

 

   Esse tipo de empreendimento nunca é correto. Ainda existe suspeita de tráfico de pessoas. Esse tráfico funciona quando prostitutas, que muitas vezes não tem outra escolha, são enviadas para trabalhar em casas noturnas em outros países. Existe suspeita também de que o Bahamas trazia garotas de outros países.

 

   Maroni não pode ser considerado nenhum santo. Além do caso Bahamas, ele está envolvido em outro caso que ganhou muita atenção da mídia, após o acidente do avião da TAM. Ele é o dono do Oscar's Hotel, construção que tem 47,50 metros e está localizado a 600 metros da cabeceira da pista de congonhas, o que representa um perigo aos aviões quando vão pousar. O prefeito Gilberto Kassab já anunciou que irá demolir o prédio.

 

Fontes: Prefeitura pede demolição de hotel de Oscar Maroni Filho

           Bahamas  (Site onde percebe-se claramente que seu negócio envolvia prostituição)

          

 

 



Escrito por Fernando Vidotto Carvalho às 19h06
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Governo unido contra o trabalho infantil: a solução

 

 

        

 

   Sabemos que o trabalho infantil é prática real no país. Que existem iniciativas para mudar esse quadro, como o Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil (PETI). E que tal iniciativa (como outras) só obtém sucesso significativo se houver a adesão de grande parte da sociedade, incluindo, principalmente, o governo.

 

   Frente a esse cenário (já bastante conhecido), é de surpreender que ainda haja resistência por parte de governantes em fortalecer a luta pela erradicação do trabalho infantil. Foi isso o constatado no último dia 17 na Reunião Técnica de Combate ao Trabalho Infantil no Maranhão, com a falta de assinaturas de prefeitos maranhenses do Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que tem por objetivo a aplicação de políticas favoráveis à erradicação. Considerando que o Maranhão é um dos 5 estados com maior número da população entre 5 e 15 anos vivendo no sistema de trabalho infantil (18,1% de acordo com a análise estatística dos dados sobre o trabalho infantil, com base no PNAD de 2001), a atitude aqui relatada deveria ser outra e de bom exemplo.   

 

   A situação só irá mudar se for levada a sério, principalmente, por aqueles que estão no comando das cidades, estados e país [e se possível, que seja uma ação conjunta]. Que isso não demore a acontecer antes que seja tarde demais para evitarmos o fim da infância.

 

 

Fontes: Prefeitos não assinam TAC para erradicação do trabalho infantil

         

           O que é Termo de Ajuste de Conduta?

 

           Prefeitos firmam compromisso pela erradicação do trabalho infantil

 

           Universalização do PETI no Maranhão é tema de oficina

 

           Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil

 

           O trabalho infantil em cinco estados brasileiros

 

           Imagem

 

           Vídeo: Combate ao Trabalho Infantil



Escrito por Camilla de Carvalho Valadão às 13h27
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